Observando a gritaria e escutando o silêncio.
domingo, 28 de outubro de 2018
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
estamos de olho
a insensatez
outra vez
tornou-se marco final
que faz sangrar toda vez
que te vejo, meu bem.
o descontrole cruel
a insensatez sem medida
descendo a avenida
dizia-me ser desta lida
arruinar nossa vida
não esqueço jamais...
tanto grito de amor
reprimido sem dó...
tanto perfume condor
sua força e furor
não esqueço jamais...
a insensatez dessa vez
vem toda vez
que te avisto blindada
uma fera na tela
um louva-Deus na favela...
e uma aquarela incolor
insensatez
antes do fim da avenida
antes do carnaval secar
nossa ferida
antes desta raiva acabar
insensatez
e rancor
tanto frio
e rancor
domingo, 20 de dezembro de 2015
no flow
para Leminski
se está no flow
flowers a você
se está down
se está out
se desligou o facebook
e a tevê...
foda-se você.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
moleques zica
"Licença aqui patrão, aqui é a lei do cão, quem sorri por aqui, quer ver tu cair [...]"
(Criolo, "Subirodoistiozin")
caneta na mão
beca preta e vermelha
por respeito e ação
moleque zica bolado
que a sociedade brecara
professor recalcado
dessa vez se curvou
moleque zica cabeça
fez o bonde e a onda
apertou o "caô"
do terno francês
moleque zica revolto
não esperou o "se pá"
a curva, a fuga a sorte
ocupou da sul a norte
moleque zica da escola
"moiô" a alienação
chamou no grito seu pai
passou a visão
moleque zica responsa
o rolê é agora
as demandas dependem
do teu grito lá fora
moleque zica fez o fluxo
estudou na consolação
ensinou no cruzamento
como ser um cidãdão
vai cair vai
cair dona
antiga
vai
cair
quarta-feira, 29 de julho de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
da reclusão
se faz a noite
o silêncio e o zumbido do refrigerador
da reclusão
se faz a luz
o troço chamado emoção
brota da fonte, observatório, chão
o silêncio e o zumbido do refrigerador
da reclusão
se faz a luz
o troço chamado emoção
brota da fonte, observatório, chão
de uma queda
de uma queda se faz o novo
de uma queda se faz a nova vida
antes que a ferida ouse abrir
em meio a uma escadaria qualquer
com a poça de óleo azedo sob seus sapatos de cano curto
de uma queda se faz um poema
do triz
da triscada de cuca na parede
se faz a necessidade de enfiar a cuca de vez na parede
com vontade
rasgar o nacho
melar o tacho de doce e lamber
dedo por dedo até se esbanjar de um novo mundo
de uma queda se faz a revolução
- 68, napoleão - bastilhando caiu
do galho antes que fosse dia
de uma queda se faz o capote
se abre o decote
arrebenta o corpo
antes que o nunca
de uma queda se faz a nova vida
antes que a ferida ouse abrir
em meio a uma escadaria qualquer
com a poça de óleo azedo sob seus sapatos de cano curto
de uma queda se faz um poema
do triz
da triscada de cuca na parede
se faz a necessidade de enfiar a cuca de vez na parede
com vontade
rasgar o nacho
melar o tacho de doce e lamber
dedo por dedo até se esbanjar de um novo mundo
de uma queda se faz a revolução
- 68, napoleão - bastilhando caiu
do galho antes que fosse dia
de uma queda se faz o capote
se abre o decote
arrebenta o corpo
antes que o nunca
Assinar:
Postagens (Atom)



